Um poderoso ciclone mediterrâneo, batizado de Harry, atingiu o sul da Itália nos últimos dias e transformou o litoral em um cenário de força extrema da natureza. Ventos de até 100 km/h e ondas que chegaram a 8 metros de altura provocaram danos significativos principalmente na Sicília, além de afetarem áreas da Sardenha e da Calábria.
Desde a segunda-feira (19), a tempestade vem castigando cidades costeiras com chuvas intensas, alagamentos e forte ressaca. Em Mazara del Vallo, no oeste da Sicília, o mar avançou com violência sobre a orla, registrando as maiores ondas relatadas pela imprensa local. O fenômeno forçou evacuações preventivas em áreas de risco e levou ao fechamento de estradas e portos.
Mar invade restaurantes e áreas urbanas
Um dos episódios mais impressionantes ocorreu em Catânia, na região de San Giovanni Li Cuti. Câmeras de segurança de um restaurante à beira-mar flagraram o momento em que uma onda rompeu os vidros do estabelecimento. A água invadiu o local com força, arrastando mesas, quebrando louças e destruindo o piso de madeira, em uma cena que rapidamente se espalhou pelas redes sociais italianas.
Impacto no cotidiano e mobilização de emergência
As consequências do ciclone vão além dos danos materiais. Mais de 150 escolas foram fechadas como medida de segurança, e o transporte público sofreu interrupções em várias cidades costeiras. Apenas na Sicília, as autoridades já contabilizam mais de 1.000 ocorrências, incluindo quedas de árvores, deslizamentos de terra e inundações.
Para enfrentar a situação, cerca de 1.500 bombeiros estão mobilizados em operações de emergência, atuando no resgate de moradores, no isolamento de áreas críticas e na contenção dos estragos provocados pelo avanço do mar e pelas chuvas intensas.
Um alerta para eventos climáticos extremos
Especialistas destacam que ciclones mediterrâneos, embora menos conhecidos que furacões tropicais, têm se tornado mais frequentes e intensos, impulsionados pelo aquecimento das águas do mar. O episódio do ciclone Harry reforça o alerta sobre a vulnerabilidade das regiões costeiras e a necessidade de planejamento urbano e sistemas de resposta rápida a eventos climáticos extremos.
Enquanto a tempestade começa a perder força, a Sicília inicia um delicado processo de avaliação dos danos e reconstrução — lembrando, mais uma vez, que o Mediterrâneo também pode ser palco de fenômenos naturais de grande impacto.